O Último filme de Hugh Jackman, como o Wolverine, está em
cartaz nos cinemas pelo mundo. O que podemos dizer desse grandioso filme? Onde
vemos um Wolverine cansado, velho e que vai levando a vida meio que
depressivamente, entre remédios e bebidas. Quem diria que o veríamos
trabalhando de chofer de limusine? Exatamente para poder sustentar o debilitado
professor Charles Xavier, sob os cuidados do mutante Caliban, rastreador nato
de mutantes.
O filme se passa em 2029, numa época onde os mutantes pararam de
nascer, e com o desenrolar da história vai se descobrindo, de forma dramática,
que o próprio Xavier matou alguns de seus próprios pupilos, já que ele possui
uma doença degenerativa. O filme em si é muito dramático, claro que não falta
ação e a sua fotografia também está fantástica. Não temos do que reclamar das
atuações, seja da Dafine Kwen (Laura, x23), do Hugh Jackman (Wolverine) ou do Patrick
Stewart (C. Xavier), que estão memoráveis, conseguindo emocionar até os mais
frios. Essa adaptação dos quadrinhos é um pouco diferente dos outros filmes
produzidos, possuindo uma censura de 18 anos, onde cabeças realmente vão rolar
entregando o Wolverine que todo fã sempre quis ver, animalesco e carniceiro,
mas também mostra um Logan que tem coração, tem alma e cujo relacionamento com
a menina de apenas 11 anos, Laura, chega a ser algo de outro mundo. Depois de
17 anos de Hugh Jackman como Logan, foi nos entregue uma verdadeira obra prima,
quase caindo em caminhos problemáticos com um de seus clones, o X24, mas que
não tira a beleza do filme. O Donald Pierce, um dos vilões do filme, é coerente
e também acrescenta carisma à trama, se você é fã prepare o lenço e deixe do
lado porque você vai precisar.
A franquia dos mutantes ainda está em aberto com
esse final melancólico, mas bonito. Wolverine encerra sua caminhada, que
começou em 2000 com X-Men (o primeiro filme), com plena dignidade e de forma
visceral.
- Daniel Pereira



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